O desenvolvimento do ser
humano está diretamente ligado aos tipos de energia que ele teve acesso. O
domínio do fogo foi o primeiro passo para a humanidade desenvolver-se, logo
após foram surgindo outros tipos de combustíveis, como a lenha e o carvão
mineral, um combustível mais compacto em relação á lenha.
Com estas bases energéticas
primarias, algumas até hoje utilizadas, o homem deu o ponta pé inicial aos
processos de metalurgia, industria básica para o desenvolvimento da
agricultura, todo tipo de artesanato, armamentos (corrida espacial),
construções civis, transportes e etc.
O primeiro metal a ser usado foi o bronze, e
logo após o ferro, mas o que viabilizou a metalurgia deste foi o uso do carvão
mineral. Aliás, o carvão mineral foi o combustível que impulsionou a revolução
industrial. Foi com ele que as máquinas a vapor funcionaram e, através delas, o
homem conseguiu produzir em grandes quantidades produtos manufaturados, como:
tecidos, ferramentas e outras máquinas. Foi também através das máquinas a vapor
que o homem reduziu o tempo de deslocamento entre cidades e nações, através dos
trens e navios. É importante ressaltar que a Inglaterra, berço da revolução
industrial, tinha muito carvão mineral e minério de ferro.
Já no final do século XIX outro energético
surge para mudar o mundo: o petróleo com o uso de seus derivados. A infinidade
de variações de hidrocarbonetos, permitindo diversos tipos de combustíveis
gasosos e líquidos, além de outros que permitiram a indústria do plástico.
Rapidamente surge a indústria automobilística, que anda em rodovias, feitas com
asfalto, sub produto da destilação fracionada do petróleo.
Início da matriz energética no Brasil
Desde a descoberta dos energéticos, o Brasil
atrelava-se a usar a lenha como energético. O ciclo da cana de açúcar foi plenamente
sustentado pela lenha, assim como o do outro. Apenas no ciclo do café que
começaram a usar o carvão mineral como energético, e não porque a torrefação
necessitasse. Mas o dinheiro proporcionado pelo café, aliado a presença de imigrantes
que trouxeram uma massa crítica de conhecimento, aliado ao mercado brasileiro
que demandava cada vez mais produtos utilizados na Europa, desencadeou os
primeiros passos da industrialização do Brasil, particularmente na cidade de
São Paulo. O carvão, além da energia mecânica gerada pelas rodas d'água, foi o
grande responsável O carvão passou a substituir também a lenha nas
locomotivas a vapor. Foi o responsável pelo início da indústria de gás
manufaturado do Rio de Janeiro e São Paulo.
Este carvão era importado da Inglaterra principalmente e dos
EUA. A produção nacional de carvão começa apenas em 1912. Esta dependência do carvão
importado entra em crise com a primeira guerra mundial entre 1914 e 1918 e continua
nos anos que se seguiram devido à reconstrução da Europa. É importante notar
que a produção industrial mundial pode ser correlacionada nesta época com o
consumo deste energético.
Em
paralelo, o desenvolvimento proporcionado pelo café trouxe investidores
externos e internos para a geração de energia elétrica. Entre 1901 e 1930 houve
um aumento de 15,6% da capacidade instalada.
A importação de petróleo e derivados era
desprezível até o fim da primeira guerra mundial. As importações triplicaram
logo após e se mantiveram assim até 1923. A partir de 1924, as importações
começam a crescer consistentemente, salvo alguns anos de queda. Este
crescimento coincide com o crescimento do uso de automóveis e caminhões. Em 1929, com a quebra da bolsa de
Nova Iorque, nova crise se instalou.
No Brasil a repercussão foi imediata, pois
a base de sustentação da política "café com leite" era o café. Com a
instalação do governo de Getúlio Vargas em 1930 começa uma fase desenvolvimentista
que permanece até 1980.
Esta fase se caracterizou por um governo forte,
centralizador, intervencionista, nacionalista e populista. Caracterizou-se como
sendo a fase onde o Brasil obteve o maior crescimento em sua economia.
Crescimento este calcado na industrialização, na urbanização, na expansão das
rodovias, das telecomunicações, da indústria de base.
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| Estação de Petróleo. O Petróleo, como dito acima, foi uma das maiores bases energéticas do País, e até os presentes dias mantem-se assim. |
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